EUA querem médicos virtuais em ambulâncias

Meio pode salvar muitas vidas

01 fevereiro 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

A escassez de médicos em certas regiões desertificadas pode ter os dias contados. Investigadores norte-americanos estão a desenvolver um meio de colocar «médicos virtuais» em ambulâncias, em especial em locais menos habitados.
 

 

 

O principal obstáculo seria aperfeiçoar as comunicações, obstruídas por montanhas, vales, mau-tempo e longas distâncias. «Estes factos atrapalham quando temos um doente em estado crítico e precisamos, realmente, de falar com um médico», explica Jim Effinger, um paramédico com 23 anos de experiência na área rural da do estado da Pensilvânia, EUA.
 

 

O centro de investigação naval dos Estados Unidos já desenvolveu uma tecnologia chamada First Responder Emergency Communications-Mobile (primeira resposta de emergência em comunicação móvel), que deve ser aplicada inicialmente em campos de batalha. O «FREC-M» utiliza um satélite marítimo internacional e frequências variadas para compensar as possíveis falhas de comunicação.
 

 

Através do FREC-M, os sinais vitais do paciente e outros dados são transmitidos em tempo real para o hospital mais próximo, onde os médicos tanto podem instruir os paramédicos como preparar a sala de tratamento para a vítima, assim que ela chegar. Um FREC-M custaria cerca de 250 mil dólares (mais ou menos o equivalente em euros), mais do que o triplo do valor de uma ambulância média. Mike Shanafelt, consultor sénior do projecto, acredita que os hospitais não estão dispostos a efectuar tal investimento antes que o dispositivo comprove o seu valor em campo.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.