EUA proíbe clonagem humana

Congresso norte-americano proíbe clonagem de embriões humanos mesmo para fins terapêuticos

31 julho 2001
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A Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira a proibição da clonagem de embriões humanos, incluindo as realizadas para fins científicos ou com propósitos terapêuticos.
 

 

Os congressistas rejeitaram, por 249 votos contra 178, a proposta de permitir a criação de embriões humanos exclusivamente para investigação.
 

 

No entanto, alguns representantes argumentaram que a clonagem, para fins de investigação, é moralmente aceitável e faz sentido cientificamente.
 

 

O governo do presidente George W. Bush tem apoiado a proibição total da clonagem humana, nomeadamente para fins reprodutivos ou investigações médicas.
 

 

Esta última técnica consiste na possibilidade de produzir células embrionárias em série graças a embriões clonados.
 

 

Para os estudiosos na matéria, estas células são vitais para o futuro dos transplantes ou substituição de órgãos, ou até mesmo para tratamento de doenças mortais e incuráveis.
 

 

Alguns representantes acreditam que a proibição deveria ser aplicada apenas nos casos conhecidos como de clonagem reprodutiva.
 

 

Essa restrição parcial teria permitido a criação de células-mãe por meio da clonagem. Hoje, a maioria das células-mãe são retiradas de embriões produzidos e insinerados por clínicas de fertilidade.
 

 

O projecto aprovado torna a clonagem humana num crime, com coimas até um milhão de dólares e pena de prisão até dez anos.
 

 

 

Mas para que o texto seja considerado lei ainda terá que ser aprovado pelo Senado e assinado pelo presidente George W. Bush.
 

 

O texto foi apresentado pelo representante republicano da Flórida David Weldon e o democrata de Michigan Bart Stupak.
 

 

Os partidários do projecto, especialmente os republicanos contrários ao aborto, opõem-se à clonagem com o argumento de que esta prática implica a produção e destruição de embriões.
 

 

"Se os cientistas tiveram autorização para clonar embriões, estes poderiam ser eventualmente vendidos e comercializados em massa", declarou à CNN o representante republicano James Sensenbrenner, que presidiu a Comissão Judicial da Câmara.
 

 

"É uma questão de liderança moral", destacou o legislador, ao apontar que o objectivo do texto era proibir a criação e a produção de embriões humanos clonados e não a pesquisa de células embrionárias.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fontes: BBC e CNN
 

 

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