EUA pedem sangue ao país

Hospitais apelam à ajuda civil e militar para as vítimas dos atentados terroristas

12 setembro 2001
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Os EUA sofreram ontem o maior atentado terrorista da história mundial. As duas torres do World Trade Center, no centro de Manhattan, em Nova Iorque, e parte do Pentágono, no Estado de Virgínia, foram destruídas em menos de duas horas por aviões comerciais sequestrados e apontados contra os alvos.
 

 

Até ao momento, ainda não foi apurada a responsabilidade destes ataques, mas fontes governamentais apontam para o comando organizado pelo terrorista saudita Osama bin Laden.
 

 

Ainda não existem dados oficiais, mas o número de vítimas deve ascender aos milhares. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas trabalhassem diariamente nas torres gémeas e pelo Pentágono, circulam mais de 20 mil pessoas, entre civis e militares.
 

 

Resgatar vítimas com vida é o objectivo número um para a polícia, bombeiros e serviços de saúde norte-americanos que tentam encontrar pessoas no meio dos escombros. Através da estações televisivas norte-americanas chegam relatos de pessoas subterradas que pedem socorro através dos seus telemóveis pessoais.
 

 

Sangue precisa-se
 

 

Desde ontem que o apelo é geral. Os hospitais de Nova Iorque e Washington precisam de sangue para socorrerem os feridos que chegam aos locais de apoio.
 

 

A Cruz Vermelha Americana, que recolhe metade do sangue no país, disse ter 60 mil unidades de sangue em cidades da costa Leste prontas para serem enviadas aos hospitais. Para transportar o sangue estão destacados dezenas de militares, visto estar cortada a circulação no centro de Manhattan e a aviação comercial em todos os EUA
 

 

A National Association of Community Blood Centers, que fornece 70 por cento do sangue em Nova Iorque, disse ter enviado 15 mil bolsas de sangue à cidade imediatamente após os ataques contra o World Trade Center.
 

 

Mas todos os esforços parecem insuficientes. "Alguns hospitais estão a ficar sem sangue", disse uma porta-voz da associação. "Precisamos de dadores em Washington, Nova Iorque e Nova Jersey."
 

 

Informações
 

 

As autoridades de saúde não param de apelar à população para que se desloque aos hospitais. Os tipos sanguíneos mais urgente são O positivo e O negativo, os chamados tipos universais que podem ser fornecidos para qualquer pessoa.
 

 

A Cruz Vermelha divulgou o número telefónico alfanumérico 800-GIVELIFE para informações.
 

 

A mesma corporação enviou grupos especializados em desastres aéreos a Washington, Nova Iorque e Pensilvânia, onde ontem caiu um quarto avião Para dar informações sobre as vítimas, a Cruz Vermelha atende através do telefone 1-800-HELPNOW.
 

 

Informações sobre portugueses
 

 

Até ao momento, não existem informações de vítimas portuguesas do ataque às torres gémeas de Nova Iorque, segundo informações dadas à agência Lusa pela secretaria da Estado das Comunidades Portuguesas.
 

 

Está também disponível duas linhas telefónicas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que estarão ao serviço dos cidadãos 24 horas por dia, são os 213946406 ou o 213946420.
 

 

Estas linhas telefónicas, segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, destinam-se não só a prestar esclarecimentos sobre a situação dos portugueses residentes nas zonas atingidas pelos atentados, como também a recolher dados junto da embaixada e dos consulados portugueses nos Estados Unidos.
 

 

Marcas profundas
 

 

As cenas vividas ontem em Manhattan pareciam saídas de mais um filme de guerra feito em Hollywood. Mas, na verdade, centenas de pessoas da vida foram os protagonistas de um cenário dantesco.
 

 

Especialistas e psicólogos afirmaram que os sobreviventes de catástrofes e parentes das vítimas de desastres não conseguem recuperar emocionalmente. Também aquelas que assistiram ao apocalipse na televisão, as imagens de horror ficarão impressas na memória para sempre.
 

 

Especialistas aconselham adultos e crianças que viverma de perto com a situação a falar sobre a situação com familiares e amigos.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fontes: Reuters , CNN , BBC e Lusa
 

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