EUA: O paraíso para os investigadores

75 por cento dos doutorados prefere trabalhar na América

18 março 2003
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Uma percentagem cada vez maior de europeus a doutorar-se em Ciência e Tecnologia nos Estados Unidos, 75 por cento em 2002, prefere ficar por lá, por considerar que isso lhe proporciona melhores perspectivas de trabalho.
 

 

Este é um dos dados recolhidos no âmbito do terceiro relatório europeu de indicadores de Ciência e Tecnologia 2003, que a Comissão Europeia divulgou segunda-feira, significando ainda que na última década esta percentagem cresceu cinquenta por cento.
 

 

Números e prioridades
 

 

Os números indicam que cerca de quatro por cento dos recursos humanos da UE em Ciência e Tecnologia vivem ou trabalham nos EUA, país onde um em cada dez trabalhadores nesta área é oriundo do espaço económico dos Quinze.
 

 

Os Quinze geram anualmente mais recursos humanos em Ciência e Tecnologia do que os EUA e o Japão (2,14 milhões de licenciados europeus em 2002, perante 2,07 milhões nos EUA e 1,1 milhões no Japão), mas os seus investimentos em Investigação e Desenvolvimento (I & D) são inferiores aos dos dois países.
 

 

Enquanto o Japão dedica três por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB) à Investigação e Desenvolvimento, e os Estados Unidos 2,8 por cento, a UE dedicou a esta área em 2000 cerca de 1,9 por cento.
 

 

A excepção europeia a esta tendência verifica-se na Suécia e na Finlândia, cujos investimentos em I&D representam 3,65 e 3,4 por cento dos respectivos PIB.
 

 

Em Portugal, este valor foi contabilizado em 0,75 por cento do PIB, um valor apenas superior ao registado na Grécia (0,67 por cento).
 

 

Apelo à mudança
 

 

O Comissário europeu para a Investigação, Philippe Busquin, destacou em comunicado a urgência de alcançar o objectivo decidido no Conselho Europeu de Barcelona, em 2002, de aumentar os investimentos em I&D na UE para cerca de três por cento do PIB em 2010.
 

 

Se a tendência actual se mantiver e não se registarem mudanças significativas, a UE não deverá dedicar mais de 2,3 por cento do PIB a investimentos no sector em 2010, alerta a Comissão.
 

 

Segundo Bruxelas, a principal razão da actual dimensão dos investimentos no sector decorre de uma diminuta contribuição do sector privado em comparação com outras regiões.
 

 

Os investimentos dos privados da UE em I&D representaram 56,3 por cento do total em 2002, valor inferior ao registado no Japão (72,4 por cento) e nos Estados Unidos (66,2 por cento).
 

 

Apesar do quadro geral verificado entre os Quinze, Finlândia, Suécia e Alemanha superiorizaram-se aos EUA nesta área com 70,3 por cento, 67,8 por cento e 66,6 por cento, respectivamente.
 

 

Fonte: Lusa
 

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