EUA dividido quanto à proibição total da clonagem

Conselho de Bioética ainda não decidiu

11 julho 2002
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Os conselheiros de bioética do presidente norte-americano George W. Bush estão divididos quanto a uma proibição total da clonagem.
 

 

Ainda assim, a maioria (10 em 18) dos membros do Conselho de Bioética dos EUA defendeu uma moratória de 4 anos para a investigação com embriões clonados.
 

 

Sete dos conselheiros argumentaram que a investigação deve prosseguir, embora com o devido acompanhamento. O outro membro do Conselho absteve-se.
 

 

"O conselho, reflectindo as diferenças de opinião da sociedade norte-americana, está dividido em relação à ética da investigação que envolve embriões clonados", sublinha o relatório.
 

 

O documento acrescenta ainda que os membros do Conselho concordaram que era melhor que estas diferenças viessem a público, em vez de tentarem alcançar um falso consenso.
 

 

Os membros do Conselho de Bioética dos EUA concordaram, contudo, que a clonagem para efeitos reprodutivos devia ser proibida imediatamente.
 

 

Neste processo, a célula de uma pessoa seria usada para criar uma segunda pessoa com o mesmo código genético, semelhante a um gémeo idêntico nascido muito mais tarde.
 

 

Questões éticas à parte, a maioria dos médicos considera que este é um procedimento extraordinariamente perigoso, já que um bebé produzido através deste método teria grandes hipóteses de nascer com deficiências.
 

 

A influência que este relatório pode ter no Senado é incerta, já que os membros deste organismo estão também divididos quanto à autorização da clonagem para fins de investigação.
 

 

No entanto, o presidente Bush já anunciou o seu total apoio a uma proibição total da clonagem.
 

 

Tal como os senadores, os conselheiros estão divididos numa questão central: o valor moral de um embrião humano, comparado com a promessa da ciência de desenvolver tratamentos que podem salvar vidas.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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