EUA: Células embrionárias existentes foram cultivadas com células de rato
24 agosto 2001
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A maior parte das células estaminais embrionárias financiadas pelo presidente norte-americano foram desenvolvidas em culturas estimuladas por células de rato, o que pode pressupor um entrave à sua utilização, noticia hoje o Washington Post.
 

 

O problema da qualidade destas células soma-se, assim, ao já existente relativamente à sua quantidade, já que poucos cientistas acreditam que existam as 60 linhagens a que George W. Bush concedeu apoio financeiro no passado dia 9 de Agosto.
 

 

Segundo o jornal, o modo como foram cultivadas as células existentes, numa base de células embrionárias de rato para estimular o seu crescimento, levanta a possibilidade de contágios de vírus.
 

 

Além disso, se chegarem a ser desenvolvidos tecidos a partir delas, estes poderão considerar-se "xenotransplantes" ou transplantes procedentes de tecidos animais.
 

 

A quase totalidade das células estaminais embrionárias desenvolvidas até agora foram cultivadas sobre colónias de células extraídas do tecido conjuntivo de ratos de duas semanas.
 

 

Por razões que ainda não são conhecidas com exactidão, essas células têm a capacidade de estimular o crescimento das células embrionárias humanas, mantendo-as vivas para que possam diferenciar-se nos vários tecidos que compõem o corpo humano.
 

 

Células polémicas
 

 

As células estaminais embrionárias, polémicas por procederem de embriões humanos, abriram um prometedor campo na investigação, já que poderão servir para curar doenças como as de Parkinson ou Alzheimer, entre outras.
 

 

"O presidente (Bush) terá de permitir a investigação com outras linhagens", declarou o senador John Kerry, advertindo que, caso contrário, "o Congresso devque sejaerá actuar para assim".
 

 

Ainda que se trate de uma prática comum na investigação, já que a maioria das células foram criadas com fins experimentais, sem se saber que seriam as únicas a serem aprovadas, o detalhe de terem sido cultivadas com células de rato não tinha sido revelado até agora.
 

 

As células de rato são extraídas de embriões de duas semanas, irradiadas para que não se reproduzam, e sobre as quais são colocadas as células embrionárias humanas, que se multiplicam e diversificam.
 

 

No entanto, potencialmente, as célulão as de rato podertransmitir às humanas alguns vírus ou doenças que afectam os roedores e não os seres humanos, assinalaram alguns cientistas.
 

 

Ainda que a empresa Geron Corporation afirme ter conseguido diferenciar células estaminais embrionárias sem necessidade de utilizar células de rato, a maioria das linhagens obtidas até agora seguiram este procedimento.
 

 

A limitação imposta por Bush, de que apenas daria apoio financeiro a células já extraídas dos embriões, transformou as que foram obtidas através do cultivo com células de rato praticamente nas únicas que reúnem tais condições.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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