«Eu quero poder morrer»

Cidadã britânica reclama o direito à eutanásia

07 março 2002
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Uma cidadã britânica de cerca de 40 anos reclamou no hospital, perante uma plateia constituída por 10 advogados e pela juíza Dame Elizabeth Butler-Sloss, o seu direito à morte. "Eu quero poder morrer", disse a paciente, uma ex-assistente social solteira que está paralizada e presa à vida apenas por um ventilador, na sequência da ruptura de um vaso sanguíneo da espinal medula.
 

Pouco se sabe acerca da protagonista deste caso, cuja identidade não foi divulgada. Mas a cena de ontem promete despertar um intenso debate sobre o suicídio assistido, que continua a ser um crime punido por lei com pena até 14 anos de prisão.
 

 

Ao que tudo indica, trata-se da primeira pessoa no Reino Unido a solicitar autorização judicial para desligar a máquina que assegura a sua sobrevivência. Os advogados alegam que a paciente está plenamente consciente das consequências desse acto e alegam que, à luz do Human Rights Act, qualquer cidadão tem o direito de recusar tratamentos paliativos de prolongamento da vida. Os responsáveis do hospital, por seu turno, insistem que o acto de desligar o ventilador viola um princípio básico da ética médica.
 

 

Veja mais no: Público
 

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