Estudos comparam dois medicamentos para a hepatite B

Entecavir e Lamivudina analisados na revista New England Journal of Medicine

02 maio 2006
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Um novo medicamento da Bristol-Meyers Squibb Baraclude (Entecavir) é mais eficaz contra a hepatite B do que o Epivir (Lamivudina) da GlaxoSmithKline, referem dois estudos publicados na revista New England Journal of Medicine. Os dois fármacos encontram-se entre os cinco aprovados para o tratamento da hepatite B nos EUA.
 

 

Em editorial a acompanhar os estudos, Jay Hoofnagle do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases escreveu que “o Entecavir parece ser um agente fabuloso para o tratamento da hepatite B crónica”, devido à sua eficácia e pela taxa reduzida a que o vírus lhe desenvolve resistência.
 

 

O novo estudo focou-se em pacientes crónicos positivos para o HBeAG. Os investigadores, conduzidos por Ting-Tsung Chang da National Cheng Kung University Medical College, em Taiwan, relataram que 72% dos 314 pacientes tratados com Entecavir sentiram melhoras após 48 semanas de tratamento. Apenas 62% dos 314 pacientes tratados com Lamivudina revelaram melhorias no mesmo período de tempo.
 

 

No grupo do Entecavir, 67% dos pacientes alcançaram um nível indetectável de partículas virais de hepatite B; 36% dos pacientes de Lamivudina alcançaram níveis indetectáveis.
 

 

Os mesmos investigadores conduziram um estudo em 583 doentes crónicos de hepatite B HBeAG-negativa, com resultados semelhantes. “Talvez o aspecto mais promissor da terapia com Entecavir tenha sido a reduzida taxa de resistência antiviral”, escreveu Hoofnagle no seu editorial. Após quatro anos de terapia com Lamivudina, 70-80% dos pacientes desenvolveram resistência ao fármaco.
 

 

Contudo, Hoofnagle avisou que o tratamento pode, ainda assim, ser complicado, porque “ainda é pouco claro quem devia ser tratado, com que agente (ou combinação de agentes), durante quanto tempo”, e o melhor modo de monitorizar os pacientes. Além disso, escreveu o especialista, “uma vez iniciado o tratamento com agentes antivirais orais, é complicado parar”, dado que o vírus tem tendência a reincidir quando a terapia é interrompida.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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