Estudo sobre o aumento da esperança de vida aconselha...

...subida das contribuições para reforma

18 maio 2005
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Os trabalhadores devem pagar uma contribuição suplementar para financiar o custo do aumento da esperança de vida, conclui um estudo de vários economistas apresentado durante um seminário no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
 

 

Baseado no caso português de uma sociedade em envelhecimento, o estudo centra-se nas implicações do aumento da esperança de vida, em particular no período posterior aos 60 anos. A esperança de vida à nascença dos homens passou de 61,2 anos em 1960 para 73,5 em 2001, um aumento de 20,1 por cento, e das mulheres de 66,8 para 80,3 anos, mais 20,2 por cento. Prevê-se que em 2020 os homens vivam 79,6 anos e as mulheres 82 anos. Da mesma forma, a esperança de vida a partir dos 60 anos, no caso dos homens passou de 16,2 em 1960 para 19,43 em 2002 e no caso das mulheres de 19,1 para 22,2 anos.
 

 

Os autores - Carlos Pereira da Silva, João Calado, Maria Garcia e Sara Paralta, todos do ISEG, e Ana Antunes, da Escola Superior de Comunicação Social - particularizam que em relação a 1980 o aumento médio é de dois anos.
 

 

A proposta que fazem é a criação de uma prestação suplementar, a suportar pelos trabalhadores, para compensar este aumento de encargos para o sistema, sob pena de virem a receber uma pensão de reforma inferior.
 

Esta contribuição suplementar destinar-se-ia assim a financiar os custos do aumento da esperança de vida, uma vez que esta implica o pagamento de pensões adicionais que não foram financiadas pelos respectivos beneficiários.
 

 

Fonte: Lusa
 

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