Estudo sobre eutanásia em Portugal avança para terceira fase

Investigação da Universidade do Porto

25 fevereiro 2010
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A terceira fase do estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai analisar pessoas que, caso a eutanásia fosse legal em Portugal, pediriam ajuda para morrer.

 

A primeira fase do estudo, realizado em 2007, concluiu que mais de um terço dos oncologistas (39%) defendem a legalização da eutanásia.

 

Posteriormente, a segunda fase do estudo prosseguiu com a inquirição de pessoas internadas em lares e instituições da terceira idade. Estes inquiridos revelaram “grande simpatia” pela prática da eutanásia, segundo disse à agência Lusa, Rui Nunes, director do Serviço de Bioética e Ética Médica da FMUP e presidente da Associação Portuguesa de Bioética (APB).

 

O especialista revelou que, no corrente ano, irá decorrer a terceira fase da investigação, com a inquirição das pessoas “candidatas” à prática da eutanásia.

 

A solidão, o esquecimento e o sofrimento interior, para além da dor física, são algumas das razões que, em muitos casos, poderão levar as pessoas a desejar a morte. Segundo Rui Nunes, os doentes terminais, nomeadamente oncológicos, e neurológicos (com consciência, mas sem autonomia) são os que mais vezes pensam encontrar na morte o alívio para o seu sofrimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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