Estudo relaciona nível de instrução a maior sobrevivência a Doença Oncológica

Investigação do Instituto Karolinska

11 setembro 2007
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Cientistas suecos do Instituto Karolinska encontraram uma ligação entre o nível de instrução mais alto e uma maior probabilidade de sobrevivência em diferentes tipos de cancro.
 

 

Mais de três milhões de homens e mulheres participaram na investigação, conduzida entre 1990 e 2004 pelo Instituto Karolinska, uma das mais respeitadas instituições de pesquisa médica da Europa.
 

 

O estudo mostrou que o índice de sobrevivência em 20 diferentes formas de cancros foi 40% maior para os pacientes com nível universitário ou outro grau de educação elevado, em comparação com aqueles que detinham menor nível de instrução. As modalidades da doença avaliadas incluíram Cancro do Pulmão, Intestino e Mama, além do Melanoma.
 

 

Nos casos de Cancro da Mama, a pesquisa indicou que pacientes com melhor nível de educação registaram um índice de sobrevivência 32% maior.
 

 

Uma explicação para a diferença nas probabilidades de sobrevivência, de acordo com os cientistas suecos, é que pessoas mais instruídas vão com maior frequência ao médico, o que possibilita o diagnóstico nos estados iniciais da doença. Outro factor decisivo, segundo os cientistas, é que pacientes mais instruídos também tendem a seguir com maior rigor as orientações médicas e as diferentes etapas do tratamento oncológico.
 

 

Os cientistas suecos usaram o registo nacional dos casos de cancro no país para acompanhar a evolução da doença nos pacientes.
 

 

O cientista responsável pela investigação no Instituto Karolinska, Jan Sundquist, destacou que este foi o maior estudo já realizado até agora para determinar as associações entre o grau de instrução dos pacientes, a incidência de cancro e as taxas de sobrevivência à doença.
 

 

Uma segunda pesquisa dentro do mesmo estudo foi analisada a ligação entre o grau de instrução de mulheres e o risco de contrair Cancro da Mama. Os cientistas acompanharam mais de um milhão e meio de mulheres suecas.
 

 

Após examinarem factores como idade e histórico familiar de doença oncológica, o estudo concluiu que as que detinham grau universitário tinham uma probabilidade 44% maior de detectar o Cancro da Mama num estado inicial, em comparação com mulheres que tiveram nove ou menos anos de instrução escolar.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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