Estudo questiona credibilidade das recomendações da OMS

Trabalho publicado na “The Lancet”

08 maio 2007
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A OMS publica cerca de 200 conjuntos de recomendações a cada ano, agindo como árbitro da saúde pública para a comunidade internacional, mas um estudo publicado esta semana na revista médica “The Lancet” revela que as estas advertências ignoram as “provas” científicas. A crítica poderá surpreender muitos na comunidade médica internacional, já que uma das principais missões da OMS é elaborar recomendações para acções como o combate à Gripe das Aves, à Malária e, até, para a implementação de leis contra o Tabagismo. "Trata-se de um evento sísmico", disse o editor da “The Lancet”, Richard Horton, que não tomou parte na pesquisa descrita no artigo. O estudo foi conduzido pelos médicos Andrew Oxman e Atle Fretheim, do Centro Norueguês de Conhecimento para Serviços de Saúde, e John Lavis, da McMaster University, no Canadá. No trabalho foram entrevistados altos funcionários da OMS e analisadas diversas recomendações, para verificar como foram produzidas. O que descobriram foi um processo “muito pouco transparente”. "É difícil julgar quanta confiança se pode ter nas recomendações da OMS, se ninguém diz como estas foram desenvolvidas", justificou Oxman. O director de Política de Pesquisas da OMS, Tikki Pang, disse que alguns dos seus colegas na organização ficaram atónitos com as críticas, mas reconhece que há mérito nas ressalvas feitas no artigo da “The Lancet”. Pang disse ainda que a pressa e a falta de informação ou de verbas, às vezes, compromete o trabalho. Representantes da OMS destacam que, em muitos casos, a “prova” científica simplesmente não existe. Dados sobre países pobres são, na melhor das hipóteses, fragmentários, e numa epidemia a informação muda à medida que a crise se desenrola. MNI-Médicos Na Internet

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