Estudo que relacionou vacinação com autismo parece ser uma fraude

“British Medical Journal” acusa médico de falsificar dados

10 janeiro 2011
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Um estudo publicado em 1998 pela revista “The Lancet” que relacionava o autismo com a toma de uma vacina foi uma “falsificação elaborada”, concluiu o “British Medical Journal”.

 

O autor do estudo, o médico Andrew Wakefield, associou a toma da vacina tríplice (sarampo, rubéola e papeira) a casos de autismo. Anos mais tarde, a revista “The Lancet” veio reconhecer que não deveria ter divulgado este estudo, que se baseava apenas numa amostra de 12 crianças.

 

A notícia veiculada pela agência Lusa refere que o “British Medical Journal” vem agora confirmar que não existiu um erro por parte do médico, mas este terá falsificado dados para o seu estudo.

 

O médico contesta estas afirmações acusando quem lhe aponta o dedo de defender os interesses da indústria farmacêutica.

 

Andrew Wakefield, em declarações à CNN, negou ter falsificado quaisquer dados e disse estar perante uma “tentativa sem escrúpulos de abafar um inquérito sobre as inquietações legítimas” sobre a segurança de uma vacina.

 

Posteriormente ao estudo de 1998, que causou o pânico no Reino Unido, vários estudos têm afirmado não haver qualquer relação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice.

 

A atitude de muitos pais, que se negaram a vacinar os filhos, contribuiu para um aumento, há alguns anos, de casos de sarampo nos EUA e em alguns países europeus, de acordo com os serviços norte-americanos do controlo e prevenção de doenças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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