Estudo não encontra riscos no uso de telemóveis

Investigação finlandesa refuta perigosidade dos aparelhos

29 outubro 2003
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Um programa de investigação finlandês, apoiado por um dos líderes mundiais na produção de telemóveis - a empresa Nokia -, não encontrou evidências de que os campos magnéticos gerados pelos telefones móveis sejam prejudiciais à saúde.Os resultados do estudo, que oficialmente só termina no final deste ano, foram adiantados num seminário decorrido na Universidade de Helsínquia.Financiado pela organização governamental TEKES - Agência de Tecnologia Nacional, o programa finlandês contou com o apoio das empresas Nokia, Benefon, Sonera, Elisa e Radiolinja, entre outras.Apesar da Organização Mundial de Saúde sustentar que não existem de provas científicas de que os telemóveis e as antenas de difusão de sinal prejudiquem a saúde, são frequentes os alertas na comunicação social para a perigosidade destes aparelhos.O programa estudou durante seis anos os possíveis efeitos dos campos magnéticos na saúde humana gerados pelos telemóveis e outros tipos de comunicação sem cabo, envolvendo várias universidades e institutos de investigação na Finlândia - um país onde mais de 80 por cento da população usa telemóvel.Dividido em vários projectos, este programa científico estudou o efeito dos campos magnéticos nas funções de aquisição de conhecimento, no funcionamento cerebral, no sistema circulatório, nos pacemakers cardíacos e na cultura de células, entre outros. O programa analisou ainda a relação entre o uso de telemóveis e o cancro do cérebro e da glândula salivar.Apesar dos resultados, Juutilainen considera que algumas questões precisam de investigação adicional: «Nas experiências com culturas de células constatámos, por exemplo, que os telemóveis produzem efeitos biológicos. Porém, ainda não é possível perceber até que ponto esses efeitos podem representar um risco para a saúde». Outra questão que fica em aberto é o efeito específico dos telemóveis nas crianças, uma matéria que apenas foi analisada por uma das universidades inseridas no programa.Fonte: Lusa

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