Estudo não encontra relação entre uso de telemóvel e tumor cerebral

Investigação publicada no “International Journal of Epidemiology”

20 maio 2010
  |  Partilhar:

Um estudo internacional conduzido no Reino Unido por investigadores da University of Leeds e do Institute of Cancer Research não encontrou relação entre o uso do telemóvel e o aparecimento de tumores cerebrais. Este trabalho, o maior realizado até ao momento, foi publicado no “International Journal of Epidemiology”.

 

O crescente uso de telemóvel aumentou a preocupação pública sobre os possíveis riscos de desenvolvimento de cancro. Esta investigação centrou-se nos dois principais tipos de tumor cerebral: o glioma e o meningioma.

 

O estudo, denominado “Interphone”, foi realizado em 13 países, entre 2000 e 2004, sob a coordenação da International Agency for Research on Cancer (IARC). Para a análise foram avaliados dados clínicos, recolhidos em entrevista, de 2.708 pessoas, com idades entre os 30 e os 59 anos, com glioma, e de 2.409 com meningioma, que foram comparados com dados de pessoas (grupo de controlo) que não apresentavam as patologias.

 

Os participantes foram questionados sobre os seguintes itens: “quando iniciaram o uso de telemóvel”; “quantas vezes por dia o utilizavam” e “quanto tempo, em média, duravam as chamadas”. 

 

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pela University of Leeds, o estudo não verificou um aumento no risco geral de glioma ou meningioma nos utilizadores regulares de telemóvel. Na verdade, os utilizadores regulares até apresentaram um risco aparentemente inferior, embora esta diminuição pareça ser resultado dos métodos usados no estudo e não um efeito real do uso de telemóvel.

 

Também não foi verificada qualquer relação entre o risco de um tumor e o número de anos de uso do telemóvel. "Globalmente, este estudo não apresentou provas de um aumento no risco de aparecimento de glioma ou meningioma como resultado da utilização do telemóvel. Isto é consistente com estudos biológicos previamente publicados, que não estabeleceram qualquer efeito ao nível celular da exposição à radiação dos telemóveis, nem encontraram um mecanismo que conduzisse ao aparecimento de cancro", disse, em comunicado de imprensa, uma das líderes do estudo, Patricia McKinney.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.