Estudo confirma disparidades de diagnóstico do cancro da mama triplo-negativo
Estudo publicado na “Cancer”
24 julho 2019
Um novo estudo, conduzido por Lia Scott, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade do Estado da Geórgia, EUA, encontrou disparidades raciais na deteção do cancro da mama triplo-negativo.
Com efeito, foi observado que as mulheres negras e as jovens eram as mais propensas a este tipo de cancro. Estudos anteriores já tinham encontrado estas disparidades, mas cingiam-se apenas a um estado dos EUA.
Para fazer um estudo mais alargado, Lia Scott e colegas analisaram todos os diagnósticos de cancro entre 2010 e 2014 da base de dados estatística dos EUA, onde está representada cerca de 99% da população nacional.
Foram identificados 1.151.724 casos de cancro da mama, dos quais 8,4% eram triplo-negativo. Destes, uma parte significativa pertencia a mulheres negras, especificamente mulheres negras não hispânicas, e a jovens.
Ao todo, as mulheres negras não hispânicas e as hispânicas tinham uma probabilidade, respetivamente, 2,3 e 1,2 vezes maior de terem um diagnóstico de cancro da mama triplo-negativo do que as mulheres brancas não hispânicas. Além disso, mais de 21% das mulheres negras não hispânicas foram diagnosticadas com este tipo de cancro, e menos de 11% com outros tipos de cancro da mama.
As mulheres com menos de 40 anos de idade tinham o dobro da hipótese de serem diagnosticadas com cancro da mama triplo-negativo, comparando com a faixa etária dos 50-64 anos de idade.
Sendo este um tipo de cancro mais agressivo e resistente é importante conhecer quais os grupos de maior risco e quais os fatores que o influenciam.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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