Estudo compara lesões gástricas em Portugal e Moçambique

Trabalho liderado por investigadora da Universidade do Porto

25 abril 2010
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Um estudo comparativo entre Portugal e Moçambique mostra que o menor consumo de tabaco, associado ao perfil genético, defende a população africana do cancro do estômago, mesmo que os níveis de infecção por Helicobacter pylori sejam igualmente elevados.

 

O estudo, apresentado no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), teve por base a análise das lesões da mucosa gástrica nos dois países.

 

A equipa liderada por Leonor David, investigadora do IPATIMUP, concluiu que, em Portugal e em Moçambique, a prevalência de infecção por Helicobacter pylori é de 95% e 93%, respectivamente. Contudo, as lesões de gastrite crónica atrófica, por exemplo, são "pouco fortes em Moçambique", cerca de 8%. Em Portugal, a prevalência é de 36%.

 

A disparidade de valores é explicada pela investigadora, citada pelo “Jornal de Notícias”, pelas "diferenças no perfil genético dos indivíduos" e pelos "estilos de vida", nomeadamente "o menor consumo de tabaco em Moçambique". São estes factores que fazem com que o cancro "evolua de forma diferente nos dois países".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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