Estudo avalia uso de antidepressivos durante a gravidez

Trabalho publicado no Journal of the American Medical Association

15 agosto 2006
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Mudanças hormonais durante a gravidez não protegem as mulheres de Depressão e as que tomam antidepressivos devem continuar, apesar das preocupações sobre os possíveis danos ao feto, assegura um estudo norte-americano, feito no Massachusetts General Hospital, em Bóston, EUA.
 

 

Um estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, revela que as pacientes que pararam de tomar antidepressivos durante a gravidez tinham cinco vezes mais probabilidades de voltar a ter sintomas depressivos, em comparação às mulheres que decidiram continuar (com a medicação) durante a gestação.
 

 

De acordo com o estudo, liderado por Lee Cohen, a taxa de recaída foi semelhante em mulheres que não estavam grávidas e que pararam de tomar antidepressivos.
 

 

A investigação examinou 201 grávidas, entre 1999 e 2003, que sofriam de Depressão grave antes de engravidar e que mantiveram o uso do medicamento ou tentaram eliminá-lo ou reduzi-lo, com receio de causar danos ao feto.
 

 

Cohen disse ainda tornar-se evidente que as “alterações hormonais e outras mudanças biológicas que ocorrem durante a gravidez não protegem as mulheres contra a Depressão”.
 

 

O estudo ainda informa não ter sido constatado que os antidepressivos provoquem deficiências nos bebés. Contudo, vários relatórios recentes informam uma possível relação entre alguns medicamentos e má-formação cardíaca e angústias no recém-nascido.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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