Estudo avalia sobrevivência de doentes oncológicos no mundo

Dados publicados na revista “The Lancet Oncology”

25 agosto 2008
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As taxas de sobrevivência para vários tipos de cancro são mais altas nos países ricos, sendo a população branca dos EUA a que tem maior esperança de vida, segundo um estudo publicado na revista científica britânica “The Lancet Oncology”.
 

 

O estudo CONCORD, o primeiro do género, foi elaborado por um grupo de investigadores, liderados por Michel Coleman, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, e analisou mais de 1,9 milhões de doentes oncológicos em 31 países, com idades compreendidas entre 15 e 99 anos.
 

 

A investigação realizada em mais de vinte países da Europa, incluindo Portugal, EUA, Canadá, Austrália, Japão, Brasil, Argélia e Cuba, concluiu que as taxas de sobrevivência para vários tipos de cancro variam "significativamente de um país para o outro", sendo que a esperança de vida aumenta nos doentes que vivem nos países ricos.
 

 

"A sobrevivência [dos doentes oncológicos] está positivamente associada ao Produto Interno Bruto (PIB) e a quantidade de investimentos em tecnologia de saúde no país", lê-se no estudo.
 

 

Segundo os investigadores - que compararam as taxas de sobrevivência para os cancros de mama, cólon do útero, colo-rectal e próstata, diagnosticados entre 1990-1994, a maior taxa de sobrevivência "regista-se nos EUA, seguida da Austrália, do Japão e da Europa ocidental".
 

 

A Argélia obteve o índice mais baixo registado pelo estudo (tanto para homens como mulheres), que também indica que a sobrevivência dos doentes oncológicos é mais baixa no Brasil e na Europa ocidental.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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