Estudo avalia mortalidade por doença de Parkinson

Trabalho publicado na revista “Neurology”

10 outubro 2010
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Conhecer o estado do idoso quando este começa a desenvolver a doença de Parkinson é uma das muitas pistas sobre o tempo que este vai sobreviver à doença, sugere um novo estudo, publicado na revista “Neurology”.

 

O estudo de 12 anos incluiu 230 pessoas com doença de Parkinson, das quais 211 morreram no final da pesquisa. "Surpreendentemente, o tempo que decorreu até à morte dessas pessoas variou de 2 a 37 anos após o diagnóstico. Por isso, é importante identificar os factores de risco que levam à morte precoce para aumentar a esperança de vida de uma pessoa", disse Elin Forsaa Bjelland, investigadora do Hospital da Universidade de Stavanger, na Noruega, e autora do estudo.

 

Segundo o estudo, o tempo médio de vida entre o aparecimento de problemas de locomoção até à morte foi de 16 anos, tendo a média de idade aquando do óbito sido de 81 anos. As probabilidades das pessoas que tinham sintomas de demência durante o estudo morrerem foram cerca do dobro, em comparação com as pessoas que não tinham problemas de memória.

 

O estudo revela que o risco de morte prematura é cerca de 1,4 vezes superior por cada dez anos passados desde o início dos sintomas. As pessoas com sintomas psicóticos, como delírios e alucinações, também apresentaram uma probabilidade 1,5 vezes superior de morte precoce, comparativamente às que não apresentaram esses sintomas.

 

Os homens tiveram uma probabilidade 1,6 vezes maior de morte pela doença do que as mulheres. Os participantes que obtiveram piores pontuações nos testes de motricidade também apresentaram um risco aumentado de morte prematura, quando comparados com aqueles que apresentaram melhores pontuações.

 

No estudo não foi encontrado qualquer efeito negativo na diminuição da esperança de vida devido ao uso de fármacos para deter a progressão da doença. “Os resultados sugerem que os tratamentos para prevenir ou retardar a progressão de problemas motores, psicose e demência em pessoas com doença de Parkinson podem ajudar a aumentar a esperança de vida das mesmas", conclui a investigadora, em comunicado enviado à imprensa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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