Estudo avalia doentes depressivos

Dados do Grupo Português de Avaliação de Qualidade de Vida da OMS

30 novembro 2007
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Os doentes com Depressão grave e que sofrem de outras perturbações psiquiátricas, nomeadamente relacionadas com ansiedade, têm melhor qualidade de vida em termos de relações sociais, do que aqueles diagnosticados apenas como depressivos, segundos especialistas.
 

 

A investigação, desenvolvida em colaboração com o Grupo Português de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (OMS), indica que os doentes deprimidos e que padecem também de outras perturbações apresentam menos sintomas depressivos e melhor qualidade de vida em termos de relações sociais, do que aqueles cuja sintomatologia se reporta unicamente à depressão.
 

 

A qualidade de vida foi avaliada nas vertentes do bem-estar e funcionamento físico e psicológico dos indivíduos, da satisfação em termos de relações sociais e com o ambiente circundante. Dado a investigação apenas envolver 52 pacientes em tratamento, a investigadora Sofia Gameiro, uma das três autoras do estudo, sublinhou que os resultados por agora não devem ser generalizados.
 

 

Os dados recolhidos também indicam que doentes submetidos a uma terapêutica mista (medicamentos e psicoterapia) apresentam melhor qualidade de vida física e menos sintomas físicos resultantes do mau funcionamento psicológico (somatização) como alteração dos padrões de sono, ao nível da memória e raciocínio ou dificuldades de concentração. Quanto à sintomatologia depressiva, não foram encontradas diferenças entre os tratamentos misto e o exclusivamente de terapêutica psicofarmacológica.
 

 

A investigação também refere que as mulheres deprimidas apresentam pior qualidade de vida de que os homens, especialmente no que respeita ao bem-estar físico. Refere-se ainda que os doentes deprimidos tratados em regime de internamento apresentam também pior qualidade de vida que os pacientes seguidos em consulta externa, e que os indivíduos com episódios depressivos recorrentes têm também mais dificuldades no seu quotidiano em comparação com os que apenas apresentam um episódio depressivo.
 

 

Fontes: Lusa e DN
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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