Estudo associa proteína a hipertermia fatal do ecstasy

Pimeiro passo para encontrar uma terapia potencial

28 novembro 2003
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Investigadores norte-americanos identificaram uma proteína que poderá estar ligada ao aumento de temperatura, por vezes fatal, causado por doses excessivas de ecstasy, uma droga consumida em discotecas em todo o mundo.Experiências feitas na Universidade do Norte do Ohio mostraram que ratos gerados sem a proteína UCP-3 aquecem menos depois de serem injectados com doses de ecstasy que matam roedores normais.Este estudo com ratos constitui um primeiro passo para encontrar uma terapia potencial que ajude os seres humanos acometidos de hipertermia, uma complicação irreversível, depois de uma dose excessiva da droga.Quando o corpo aquece muito, os músculos do esqueleto colapsam e os órgãos falham, o que conduz a uma morte agonizante, segundo Ted Mills, investigador do Instituto Nacional do Coração, Pulmões e Sangue e co-autor do estudo, que hoje vem publicado na revista Nature.Um relatório recente das Nações Unidas sobre o uso de ecstasy entre 1995 e 2000 apontava para um aumento de pelo menos 70 por cento no consumo desta droga recreativa a nível mundial.O ecstasy induz sensações de euforia, aumento de energia e desejo sexual. Mas também suprime o apetite, a sede e a necessidade de dormir, e em altas doses pode aumentar a temperatura do corpo até 42 graus, o que leva a insuficiência renal e cardíaca, e à morte.O sobre-aquecimento grave provocado pelo excesso de ecstasy é impossível de controlar pelos cuidados médicos de emergência, incluindo banhos gelados e transfusões de sangue arrefecido, afirmou o investigador.O facto da proteína UCP-3 identificada no estudo existir no músculo esquelético é um sinal de que ela pode ajudar a controlar o aumento de temperatura causado pela droga, afirmou Jon Sprague, co- autor do estudo.Fonte: Lusa

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