Estudo analisa período de amamentação em mães trabalhadoras e estudantes universitárias

Investigação portuguesa defendida na Universidade da Extremadura

21 dezembro 2011
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Quase 28% das mães trabalhadoras ou estudantes do ensino superior de Coimbra deixaram de amamentar menos de um mês após o regresso à actividade e mais de metade queixaram-se da falta de condições nas escolas, de acordo com um estudo publicado pela agência Lusa.

 

Os dados constam de um estudo realizado por Rosa Pedroso, professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e defendido recentemente em tese de doutoramento na Universidade da Extremadura, em Espanha.

 

O estudo abrangeu 230 mães, das quais 109 funcionárias (docentes e não docentes) e 121 estudantes, no ano lectivo 2008/09, de três instituições de ensino superior público: a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Coimbra e a ESEnfC.

 

A redução de duas horas no horário de trabalho diário para amamentação/aleitamento até um ano do bebé foi um direito ao qual 30,9% das mães não recorreram, apesar de 95,2% o reconhecerem.

 

A falta de condições de apoio nos estabelecimentos de ensino é um dos factores apontados por 57% das inquiridas para o abandono da amamentação, bem como o cansaço (57%) e a limitação social (18,3%).

 

Das que referiram limitação social, 66,7% viram diminuída a participação em eventos sociais aos quais estavam habituadas a participar, 31% disseram receber críticas negativas (algumas referem recriminação por parte dos colegas) e 26,2% queixaram-se de isolamento.

 

Muitas mães que tenderam a amamentar os bebés durante mais tempo disseram ter apoio familiar (67,7%), dos colegas (64,8%), alguma condição facilitadora na instituição de ensino (58,6%) e não sentir cansaço (52,5%).

 

Além das mães, foram inquiridos 11 presidentes dos conselhos pedagógicos e 12 responsáveis pelos recursos humanos das instituições de ensino.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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