Estudo acompanha grávidas epilépticas ao longo de 13 anos

97% das parturientes assistidas hospital S. João tiveram filhos saudáveis

10 fevereiro 2006
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Apenas três por cento das parturientes epilépticas assistidas ao longo de 13 anos no Hospital de S. João, Porto, tiveram bebés com malformações congénitas, de acordo com Isabel Pires, neurologista responsável por aquela consulta especializada.
 

 

Desde a entrada em funcionamento do serviço, em 1993, o Hospital de S. João acompanhou a gravidez de 200 epilépticas, das quais 194 tiveram bebés saudáveis, explicou a especialista, à margem de um debate na Faculdade de Medicina do Porto.
 

 

"Das seis restantes, três tinham associados outros problemas que multiplicaram os riscos", frisou Isabel Pires, acrescentando que mais duas epilépticas grávidas tiveram de se submeter a aborto por se terem detectado, nos exames regulares, malformações nos fetos. "As epilépticas têm o dobro do risco das outras mulheres na gravidez mas, ainda assim, têm filhos sem problemas na maioria esmagadora dos casos, como confirmam estes dados", referiu a neurologista.
 

 

"A probabilidade da epiléptica ter um bebé saudável é ainda maior se tiver todos os cuidados, ajustando a medicação e sendo seguida durante a gravidez o mais apertadamente possível", declarou, referindo que, em qualquer circunstância, a gravidez "é sempre uma situação de risco".
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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