Estudantes universitários consomem elevadas quantidades de psicotrópicos

Estudo da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental

06 setembro 2012
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Mais de 30 % dos estudantes universitários do Porto consome psicotrópicos e não tem prazer com o que faz na vida, refere um estudo da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (SPESM).
 

O presidente da SPESM, Carlos Sequeira, revelou à agência Lusa que “há um consumo muito elevado de ansiolíticos, de hipnóticos, de antidepressivos” o qual está associado a um aumento de “estados de ansiedade”, “do risco do suicídio” e “questões de isolamento”.
 

O estudo realizado em instituições do ensino superior do Porto, desde 2010, apurou que 44,5% dos 1.800 estudantes inquiridos ingere produtos farmacêuticos. Destes 20,8% consume tranquilizantes, 7,7% sedativos e 5,1% hipnóticos.
 

O estudo também dá conta que 8,4% dos inquiridos fuma e 7,6% consome álcool, sendo que 33,3% iniciou o seu consumo entre os 14 e os 15 anos, 38,1% entre os 16 e 17 anos e 28,6 % a partir dos 18 anos.
 

Quanto aos estudantes com hábitos de ingestão alcoólica, 19% consume todos os dias e 52,4% consume de uma forma regular aos fins de semana e em situações específicas. Os restantes estudantes ingerem bebidas alcoólicas só em situações específicas.
 

O estudo é “pouco animador em termos da saúde mental dos estudantes”, disse Carlos Sequeira, adiantando que o trabalho vai ser apresentado no Porto, no III Congresso Internacional da SPESM, que arranca a 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental.
 

A SPESM defende que uma “primeira ajuda emocional” com o envolvimento de toda a comunidade – colegas de trabalho, família - poderia ajudar a dar uma resposta às doenças mentais leves, evitando muitos problemas de ansiedade.
 

“As doenças mentais em Portugal são identificadas muito tardiamente. Em Portugal, o nosso principal problema é na falta de prevenção ao nível da comunidade, porque os tratamentos realizados são muito similares aos países da União Europeia (UE)”, refere Carlos Sequeira.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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