Estrume de galinha pode ser combustível amigo do ambiente
18 dezembro 2001
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O estrume de galinha pode ser um combustível eficaz e amigo do ambiente, afirma um investigador norte-americano, apesar de não conseguir explicar exactamente como funciona o processo.
 

 

Al Stiller, professor de engenharia química na Universidade da Virgínia Ocidental (WVU), insiste que o estrume de galinha liquefeito e esterilizado através do calor e da pressão intensa pode ser combinado com gasóleo.
 

 

De acordo com o investigador, esta combinação poderia abastecer um motor sem diferenças significativas de resultados em relação ao combustível tradicional.
 

 

Além disso, uma mistura composta por gasóleo (65 por cento) e estrume líquido (35 por cento) reduziria a dependência dos Estados Unidos do petróleo internacional e resolveria um problema ambiental.
 

 

Os criadores de galinhas da Virgínia Ocidental, Maryland, Virgínia e outros estados têm sido acusados de poluírem rios com o escoamento para os cursos de água de altos níveis de azoto proveniente do estrume introduzido nos solos como fertilizante.
 

 

Alguns especialistas afirmam que este escoamento danifica a vida animal e vegetal.
 

 

Stiller e outros dois cientistas da WVU afirmam que o seu trabalho tem potencial para ser utilizado à escala mundial. "Não sei como funciona. Só sei que funcional", confessa Stiller.
 

 

A ideia de produzir combustível a partir de desperdícios surgiu em 1996, quando Stiller trabalhava num projecto de liquefacção do carvão.
 

 

O investigador precisava de fontes de hidrogénio para trabalhar o carvão e começou por utilizar pneus usados.
 

 

Stiller descobriu rapidamente que 250 milhões de pneus por ano eram insuficientes e mudou para outro tipo de material, o estrume de animais, que revelou ter um potencial muito maior.
 

 

"O agricultor médio no estado da Virgínia Ocidental dispõe de cerca de 500 toneladas de estrume por ano, o que convertido em combustível pode valer um quarto de milhão de dólares", afirmou Rich Russel, um parceiro de Stiller no projecto.
 

 

O estrume de cavalo e de vaca podem funcionar igualmente numa mistura de combustível, mas a pesquisa focou-se no estrume de galinha porque são os criadores de frangos que estão a braços com um problema ambiental a necessitar de resolução.
 

 

Stiller vai avançar agora para o estudo detalhado das questões práticas que se colocam no processo, como por exemplo o potencial do resíduo que sobra quando o estrume é liquefeito.
 

 

Fonte: Lusa
 

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