Estrogénio ajuda a combater infeções urinárias recorrentes

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

25 junho 2013
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Os suplementos de estrogénio poderão evitar a ocorrência de infeções urinárias recorrentes nas mulheres que se encontram na menopausa, sugere um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

As infeções urinárias são uma das doenças mais comuns, afetando mais de metade das mulheres pelo menos uma vez na vida, ocorrendo repetidamente em 25% dos casos. As mulheres na menopausa têm um risco aumentado de recorrência de infeções urinárias devido aos baixos níveis de estrogénio.
 

Nas infeções urinárias, as bactérias entram em contacto com o interior da bexiga, a qual esta revestida por células epiteliais que atuam como barreira protetora, assim como produzem peptídeos antimicrobianos. Estes peptídeos funcionam como uma primeira linha de defesa contra os microrganismos invasores. Desta forma a ação atempada destes peptídeos antimicrobianos é capaz de reduzir o número de bactérias antes que estas se consigam multiplicar.
 

Contudo, nas mulheres na menopausa o epitélio é frágil, estando muitas vezes danificado com falhas entre as células o que afeta a capacidade de resistir à infeção.
 

Neste estudo, os investigadores do Karolinska Institutet, na Suécia, trataram mulheres, em idade pós-menopáusica, com estrogénio ao longo de 14 dias, tendo posteriormente analisado as células excretadas pela urina. Foi verificado que o estrogénio foi capaz de eliminar os espaços entre as células, o que dificultou a quebra deste escudo protetor não tendo as bactérias conseguido atingir as células subjacentes.
 

“Durante a menopausa, as mulheres têm baixos níveis de estrogénio, níveis reduzidos de peptídeos antimicrobianos, bem como o lúmen do trato urinário danificado. Perante estas condições, as bactérias atingem o tecido subjacente. Através do tratamento com estrogénio, as células epiteliais ficam fortalecidas e a defesa do organismo aumentada, promovendo assim uma maior capacidade para combater possíveis infeções”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Annelie Brauner.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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