Estímulos elétricos diminuem fluxo de sangue em tumores cerebrais

Estudo publicado na revista “Science Advances”

03 setembro 2019
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Uma equipa de neurologistas do Centro Médico Diaconisa Beth Israel em Boston, EUA, testou o efeito de pequenos estímulos elétricos no cérebro sobre tumores cerebrais.
 
A estimulação cerebral não invasiva é uma prática com cerca de 20 anos usada para tratar inúmeras doenças psiquiátricas, incluindo depressão resistente, onde campos elétricos de baixa densidade são enviados ao cérebro através de elétrodos colocados no couro cabeludo.
 
A equipa, liderada por Emiliano Santarnecchi, recrutou 50 pacientes com tumores cerebrais, mas apenas 8 conseguiram completar a experiência, dada a situação delicada da doença. Seis sofriam de glioblastoma, um tumor agressivo com origem no cérebro, e dois  de metástases de tumores no cérebro com origem no pulmão.
 
Os doentes receberam estímulos transcranianos enquanto lhes era monitorizado o fluxo sanguíneo através de ressonância magnética.
 
Com base em estudos anteriores, os investigadores tinham já previsto que se notariam reduções no fluxo de sangue nos tumores expostos à estimulação elétrica. Porém, a redução do fluxo foi mais significativa do que o esperado, com apenas uma sessão de estímulos.
 
Não foi ainda detetada qualquer alteração de atividade ou do fluxo de sangue nas outras zonas do cérebro, nem os pacientes relataram efeitos secundários.
 
“Muitos pacientes com tumores cerebrais têm opções de tratamentos limitadas e algumas com efeitos secundários severos”, explica Santarnecchi, e adiciona que este estudo mostra que os estímulos elétricos são seguros para o resto do cérebro, não invasivos, têm um baixo custo e que, combinados com medicação, podem ajudar no tratamento da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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