Estimulação Cerebral Profunda no tratamento da doença de Parkinson

Hospital de São João forma médicos nesta área

27 janeiro 2014
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O Hospital de São João, no Porto, vai formar médicos na área da Estimulação Cerebral Profunda aplicada ao tratamento da doença de Parkinson.
 

“O Hospital de São João foi o primeiro centro do país a realizar a técnica de Estimulação Cerebral Profunda e, ao longo dos últimos 12 anos, só neste centro, mais de 250 doentes já beneficiaram desta terapia”, revelou à agência Lusa esta unidade hospitalar.
 

A nota de imprensa referiu que “pela primeira vez um hospital português dá formação a médicos estrangeiros” sobre esta "técnica inovadora, que permite reduzir os sintomas associados a patologias” como a Doença de Parkinson, Distonia, Tremor Essencial ou Epilepsia”.
 

“Neste primeiro curso vamos receber quatro médicos brasileiros de diferentes hospitais e, até ao final do ano, gostaríamos de promover mais sessões formativas nesta área para mais médicos de outras instituições”, esclareceu o diretor do Serviço de Neurocirurgia daquele Hospital, Rui Vaz.
 

Segundo o médico, “ao longo dos últimos 12 anos”, a prática clínica do Hospital de S. João “tem demonstrado que a estimulação cerebral profunda permite uma melhoria enorme da qualidade de vida das pessoas com doenças do movimento”.

“Por isso, orgulhamo-nos por contribuir na formação médica, para que doentes de outros países possam ter acesso à tecnologia mais avançada para o tratamento destas patologias altamente incapacitantes”, disse Rui Vaz.
 

A cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda é realizada em Portugal desde 2002 e baseia-se numa tecnologia inovadora que “melhora a função motora e reduz a incapacidade dos pacientes que sofrem de bradicinésia, ou seja, de lentidão de movimentos e dificuldade em realizar esses mesmos movimentos devido a tremores e ‘prisão’ dos membros”, explica a nota de imprensa do Hospital de S. João.

 

A cirurgia consiste “na colocação de um neuroestimulador que faz chegar estímulos elétricos aos núcleos profundos existentes em cada hemisfério cerebral”.

 

Estas pequenas descargas elétricas “levam à modificação do funcionamento do núcleo, que vai provocar uma alteração nos circuitos cerebrais responsáveis pela regulação dos movimentos voluntários”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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