Estilo de vida ativo reduz evolução da doença de Alzheimer

Estudo conduzido pela University of California, EUA

29 novembro 2012
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 35 milhões de pessoas no mundo que sofrem de demência, que é normalmente provocada pela doença de Alzheimer. Este número deverá ter aumentado para o dobro em 2030. Até agora não se descobriu uma cura para a doença.

 

Uma equipa de investigadores da University of California, EUA, procurou determinar se um estilo de vida ativo pode ter um impacto na estrutura cerebral, tendo descoberto que a adoção deste estilo de vida reduz o risco da doença, bem como pode preservar a massa cinzenta em adultos idosos.

 

A equipa, liderada por Cyrus Raji, baseou-se nos dados recolhidos de 876 adultos, que perfazia uma idade média de 78 anos. Os pacientes apresentavam uma variedade de estados cognitivos, que variavam entre a normalidade cognitiva e a demência por Alzheimer.

 

Foram tidos em consideração fatores de estilo de vida dos participantes como desportos recreativos, trabalho no quintal, jardinagem, ciclismo e dança. 

 

Os especialistas procederam então à avaliação da associação entre a massa cinzenta e o dispêndio de energia, através da ressonância magnética e de um método denominado morfometria baseada em voxel.

 

Cyrus Raji explica que “a morfometria baseada em voxel consiste num método avançado de análise por computador das imagens das ressonâncias magnéticas, que conduz à construção de um modelo matemático que permite compreender a relação entre um estilo de vida ativo e o volume de massa cinzenta”.

 

“O volume de massa cinzenta é um marcador chave para a saúde do cérebro. Uma maior massa cinzenta traduz-se num cérebro mais saudável. A doença de Alzheimer está ligada a um volume reduzido”, continua o médico.

 

Foram ainda feitos ajustes tendo em conta as dimensões da cabeça dos participantes, género, índice de massa corporal, idade, défice cognitivo, grau académico, local do estudo e volumes de massa cinzenta nas partes do cérebro que controlam a função cerebral

 

A equipa determinou que quanto maior o dispêndio calórico, maior o volume de massa cinzenta nos lóbulos frontal, temporal e parietal, como o hipocampo, cingulado posterior e gânglios basais. Foi igualmente descoberta uma associação evidente entre um alto consumo de energia e um maior volume de massa cinzenta entre os participantes com défice cognitivo ligeiro por demência de Alzheimer.

 

Segundo Raji, uma combinação de estilos de vida e atividades beneficiam o cérebro. Este benefício poderá ser devido a uma melhor saúde vascular. Outros estudos tinham já demonstrado que a atividade física aeróbica melhora a circulação do fluxo sanguíneo cerebral.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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