Estatuto social é determinante no desenvolvimento do cancro da próstata

Dados publicados na revista norte-americana Cancer

07 março 2006
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As diferenças económicas, e não as raciais, têm um papel determinante no desenvolvimento - ou não – do cancro da próstata, sugere um estudo desenvolvido por cientistas da University of Texas School of Public Health, em Houston, EUA.
 

 

O estudo, publicado na edição de Março da revista norte-americana Cancer, foi realizado com mais de 60 mil americanos de todas as raças, com 65 anos ou mais, e residentes em 11 áreas geográficas distintas nos Estados Unidos. Todos os participantes no estudo foram diagnosticados com cancro da próstata entre 1992 e 1999. Todos os pacientes foram avaliados ao longo de 11 anos.
 

 

Quanto menor era o estatuto social dos participantes, pior foi o resultado no tratamento do problema, afirmou Xianglin L. Du, da University of Texas School of Public Health.
 

 

Segundo os cientistas, após analisar outros factores como idade, o estado do tumor, tratamento dispensado e outras doenças, os homens com estatuto social mais baixo estavam até 31% mais susceptíveis a morrer na sequência de um cancro do que os de níveis sociais mais altos.
 

 

Única excepção do estudo, os hispânicos apresentaram os maiores níveis de sobrevivência, apesar de apresentarem níveis sócio-económicos semelhantes aos dos afro-americanos. Segundo os cientistas, ainda não ficou claro o porquê desta diferença.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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