Estatinas reduzem risco de mortalidade por artrite

Estudo do Hospital Geral de Massachusetts

16 novembro 2016
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As estatinas, um fármaco habitualmente utilizado para diminuir os níveis de colesterol, pode reduzir, em cerca de um terço, o risco de mortalidade dos pacientes com determinadas formas de artrite, a espondilite anquilosante e a artrite psoriática, dá conta um estudo apresentado no encontro anual do Colégio Americano de Reumatologia.
 
A espondilite anquilosante é um tipo de artrite caracterizada pela inflamação das articulações na coluna vertebral, podendo também afetar outras áreas. Os pacientes afetados por esta doença têm dores de costas e rigidez, que muitas vezes começam no final da adolescência ou início da idade adulta. Em casos graves, a inflamação de longa duração pode conduzir à calcificação, fazendo com que os ossos da coluna vertebral se fundam.
 
A artrite psoriática é uma forma crónica da artrite caracterizada por inflamação da pele e das articulações. Os sintomas incluem dor e inchaço nas articulações. No caso de não ser tratada, esta doença pode conduzir a lesões articulares. Este tipo de artrite afeta os indivíduos entre os 30 e os 50 anos, sendo mais comum entre os pacientes com psoríase.
 
As duas formas de artrite aumentam o risco de morte por doenças cardiovasculares. Por outro lado, apesar de as estatinas reduzirem o risco de doença através da diminuição dos níveis de colesterol, alguns estudo têm sugerido que estes fármacos têm propriedades anti-inflamatórias que beneficiam a saúde cardiovascular. 
 
Foi neste contexto que os investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, decidiram avaliar se as estatinas poderiam reduzir a mortalidade dos pacientes afetados pela espondilite anquilosante e artrite psoriática.
 
Para o estudo, os investigadores, liderados por Amar Oza, contaram com a participação de 2.904 pacientes que tinham uma das duas formas de artrite, tendo começado o tratamento com estatinas entre 2000 e 2014. Estes pacientes foram emparelhados com 2.904 indivíduos com espondilite anquilosante e artrite psoriática que não tinham tomado estatinas.
 
Ao longo de um período de acompanhamento de cerca de 5,3 anos, 271 dos pacientes que começaram a tomar estatinas faleceram, comparativamente com os 376 que não tomaram estatinas. Os investigadores constataram que a toma de estatinas reduzia em cerca de 33% o risco de morte por qualquer causa.
 
Amar Oza conclui que, tendo em conta o risco aumentado de morte e doença cardiovascular dos pacientes com espondiloartropatias seronegativas, como a espondilite anquilosante ou a artrite psoriática, estes podem beneficiar das propriedades anti-inflamatórias e diminuição do colesterol das estatinas, talvez ainda mais do que a população em geral.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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