Estatinas reduzem risco de infeção em pacientes com AVC

Estudo publicado no “Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases”

28 junho 2016
  |  Partilhar:

As estatinas podem diminuir significativamente o risco de infeções em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo levado a cabo por cientistas norte-americanos e publicado no “Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases”.
 

Entre um terço e cerca de metade dos pacientes que sofreram um AVC desenvolvem infeções resultantes principalmente da introdução de cateteres, revela Doug Weeks, autor do estudo, em comunicado difundido pela Universidade do Estado de Washington. Tal poderá estar associado ao facto de o AVC debilitar o sistema imunitário do organismo, tornando-o mais propenso a infeções.
 

Neste estudo, os investigadores analisaram os processos clínicos de mais de 1.600 pacientes hospitalizados que sofreram um AVC isquémico – um AVC resultante de um bloqueio do fluxo do sangue para o cérebro – para verificar se a administração de estatinas reduzia o risco de infeções.
 

As estatinas são normalmente usadas para diminuir o nível de colesterol e, dessa forma, reduzir o risco de doença cardiovascular. Contudo, há já algum tempo que têm sido patentes as propriedades anti-inflamatórias deste fármaco no organismo humano, ajudando na resposta à inflamação.
 

Após a análise dos dados, os cientistas verificaram que os pacientes que tomaram estatinas imediatamente quando foram hospitalizados ou no início do internamento apresentavam um risco significativamente inferior de desenvolver infeções, comparativamente com os pacientes que apenas tomaram esta fármaco mais tarde ou que não o receberam sequer. Nesta análise, os cientistas tiveram em consideração fatores que pudessem ter algum tipo de influência nos resultados, como a gravidade do AVC, a idade e a presença de outras condições, como, por exemplo, a diabetes.
 

“Se os pacientes tivessem tomado estatinas antes de existir evidências de infeção, apresentavam um risco reduzido de desenvolver a infeção”, esclareceu Weeks. A diminuição deste risco foi avaliada em 58%, de acordo com o investigador.
 

Além disso, os cientistas notaram ainda que o momento em que o fármaco era administrado era relevante.
 

“Conseguimos estabelecer que se as estatinas forem administradas precocemente, antes de a infeção ocorrer, o risco da mesma é reduzido de forma substancial”, adiantou Weeks.
 

Contudo, o investigador alerta para a necessidade de esta relação ser testada em estudos mais aprofundados e com placebo de maneira a verificar se os benefícios associados às estatinas se mantêm.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.