Estatinas reduzem risco cardiovascular nas mulheres

Estudo publicado na revista “The Lancet”

14 janeiro 2015
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A toma de estatinas reduz o risco de doença cardiovascular nas mulheres, defende um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Sidney, na Austrália, confirma que as estatinas são benéficas não apenas para mulheres que já tenham sofrido um evento cardiovascular, como enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), mas também para aquelas que, apesar de não terem desenvolvido nenhuma doença cardiovascular, estão em risco de a desenvolver.
 

“Estes resultados resolvem as incertezas que têm surgido em torno da relevância do tratamento com estatinas nas mulheres e reforça a necessidade de incluir este tipo de recomendações nas guidelines nacionais e internacionais”, revelou, em comunicado o líder do estudo, Anthony Keech.
 

Já há muito que se sabe que a diminuição dos níveis de colesterol LDL através da administração de estatinas impede os enfartes agudos do miocárdio e os AVC nos indivíduos com risco destas doenças. No entanto, as mulheres tendem a desenvolver as doenças cardiovasculares mais tarde que os homens, tendo por isso sido sub-representadas na maioria dos ensaios clínicos. Assim, os benefícios deste tipo de terapia nas mulheres têm sido incertos, especialmente na ausência de antecedentes de doença cardiovascular.
 

Após terem combinado os resultados obtidos em 27 ensaios clínicos que incluíram 174 mil pacientes, os investigadores constataram que a toma de estatinas reduzia o risco dos principais eventos cardiovasculares (enfarte agudo do miocárdio, AVC, bypass coronário e morte cardíaca) em 21% por cada redução de 1 mmol/L de colesterol LDL conseguida. A percentagem de redução do risco foi idêntica nos homens e nas mulheres.
 

O estudo apurou ainda que estes benefícios decorrentes do tratamento com estatinas se traduziram numa redução significativa do risco de morte total, tanto nos homens como nas mulheres.
 

“Houve uma alteração recente no que respeita a recomendação do tratamento de estatinas para os indivíduos sem doença cardiovascular, mas com risco elevado de doença futura. Os resultados deste estudo dão garantias aos médicos que estas recomendações baseadas no risco podem ser aplicadas igualmente aos homens e mulheres”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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