Estatinas protegem coração de danos causados por fármacos quimioterápicos

Apresentação na Sessão Científica Anual do “American College of Cardiology”

26 março 2020
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Um estudo realizado na Universidade de Toronto, revela que as estatinas podem proteger contra danos no coração causados por fármacos quimioterápicos usados no combate ao cancro da mama.
 
Quimioterapias com antraciclina ou trastuzumab são comummente usadas para tratar o cancro da mama. Investigações separadas estimam que 1 em cada 4 mulheres com cancro da mama em fase inicial recebam estes tratamentos que salvam vidas.
 
Contudo, estes fármacos podem ser tóxicos para o coração, em alguns casos despoletando insuficiência cardíaca. Em algumas mulheres este problema aparece meses depois de iniciado o tratamento quimioterápico.
 
Dada a capacidade de as estatinas protegerem o coração do mau colesterol, foi analisado o seu efeito em 2.545 mulheres canadianas a receberem antraciclina e 1.345 a receberem trastuzumab como tratamento para o cancro da mama.
 
A média de idades das mulheres era de 66 anos e nenhuma tinha historial de insuficiência cardíaca. Todas estavam em estadio inicial. No grupo da antraciclina, 953 tomavam estatinas; no grupo da trastuzumab eram 568 as que as tomavam.
 
Comparando com as mulheres que não tomavam estatinas antes de iniciarem o tratamento quimioterápico, as mulheres que as tomavam e submetidas a quimioterapia antraciclina e trastuzumab tinham, respetivamente, uma probabilidade 58% e 66% inferior de desenvolver insuficiência cardíaca durante os 5 anos de acompanhamento do estudo.
 
Os resultados abrem perspetiva a futuros estudos que determinem se as estatinas devem ser tomadas antes ou durante o tratamento quimioterápico para potenciar o seu efeito protetor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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