Estatinas podem ajudar a tratar cancro da próstata

Estudo publicado na revista “European Urology”

29 setembro 2010
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Um fármaco vulgarmente prescrito para o tratamento de níveis elevados de colesterol também pode ser eficaz no tratamento do cancro da próstata, de acordo com um novo estudo, publicado na revista “European Urology”.

 

No estudo, liderado por Xiao-Yan Wen do St. Michael's Hospital, em Toronto, Canadá, foi verificado que o fármaco rosuvastatina impediu o crescimento de tumores da próstata em testes realizados em cobaias.

 

Estudos recentes já tinham verificado resultados encorajadores sobre o uso dos inibidores da angiogenese, substâncias que impedem o crescimento de vasos sanguíneos que são importantes para o desenvolvimento dos tumores. Neste estudo, a equipa de investigadores administrou dois mil compostos a peixes-zebra, tendo identificado que sete dos compostos – quatro estatinas - provocaram um abrandamento ou até mesmo impediram o desenvolvimento dos vasos sanguíneos.

 

Os cientistas testaram depois a eficácia de uma das moléculas, a rosuvastatina, em ratinhos manipulados e descobriram que o composto impedia o crescimento do tumor sem, aparentemente, provocar efeitos secundários.

 

De acordo com os cientistas, citados em comunicado enviado à imprensa, a confirmarem-se os mesmos dados no homem (em futuros testes clínicos), o fármaco será extremamente benéfico para potenciar a eficácia da radioterapia, implicando menos toxicidade para o organismo e um menor custo para os sistemas de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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