Estatinas podem ajudar a diminuir a progressão do cancro da próstata

Estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

01 março 2010
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As estatinas, fármacos utilizados no tratamento da hipercolesterolemia, reduzem significativamente a inflamação associada ao tumor da próstata, podendo ajudar a diminuir o risco de progressão da doença, conclui um estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.

 

Para este estudo, os investigadores da Duke University, nos EUA, analisaram amostras de tecidos de tumores da próstata de 236 homens submetidos a cirurgia do cancro da próstata. No grupo de participantes estavam incluídos 37 homens que tinham tomado estatinas durante o ano anterior à cirurgia.

 

O estudo revelou que 82% dos homens tinham células inflamatórias nos tumores e cerca de um terço apresentava um processo inflamatório associado à presença do tumor. Após terem tido em conta factores como a idade, raça e índice de massa corporal, os investigadores concluíram que o uso de estatinas estava associado a uma redução de cerca de 69% da inflamação. Adicionalmente, foi ainda verificado que a inflamação era mais provável entre os homens mais velhos com cancro da próstata em estado avançado e que tinham esperado mais tempo para realizar a cirurgia à próstata depois de fazerem a biopsia.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, o primeiro autor do estudo, Lionel Banez, esclareceu que, "há evidências crescentes que sugerem que as estatinas podem reduzir o risco de progressão do cancro da próstata, e alguns estudos sugerem mesmo que o uso de estatinas nos últimos 15 anos contribuiu para um declínio da mortalidade por cancro da próstata".

 

Contudo, o líder da investigação, Stephen Freedland, adverte que estas conclusões não significam que todos os pacientes com cancro da próstata devam tomar estatinas. Na sua opinião, "mais estudos deverão ser realizados antes de fazer essa recomendação. No entanto, os homens que estão a tomar estatinas para o tratamento de doenças cardiovasculares poderão estar já a beneficiar de um efeito colateral benéfico contra o cancro da próstata.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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