Estatinas não diminuem risco de doença de Parkinson

Estudo publicado na revista “Movement Disorders”

24 fevereiro 2015
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A toma de estatinas pode não estar a associada a um menor risco de doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista “Movement Disorders”.
 

Estudos anteriores desenvolvidos pelos investigadores do Penn State College of Medicine, nos EUA, haviam constatado a existência de uma associação entre níveis elevados de colesterol e uma menor incidência da doença de Parkinson. Além disso, a toma de estatinas também tem sido associada a uma menor incidência de doença de Parkinson. Estes achados levaram alguns investigadores a pensar que estes medicamentos, que diminuem os níveis de colesterol LDL, poderiam proteger contra a doença de Parkinson. No entanto, estes estudos não tiveram em conta os níveis de colesterol antes da utilização generalizada de estatinas na população dos EUA.
 

No estudo agora publicado, os investigadores analisaram os níveis de colesterol, a toma de medicação e o estado da doença de Parkinson nos participantes incluídos num ensaio sobre o risco de aterosclerose na comunidade. Os níveis de colesterol foram medidos a cada três anos entre 1987 e 1989, antes da toma de estatinas ter sido generalizada.
 

Os investigadores confirmaram os achados anteriores, ou seja, que níveis elevados de colesterol total e colesterol LDL estavam associados a um menor risco de doença de Parkinson. Adicionalmente, a toma de estatinas durante o curso do estudo não protegeu contra a doença de Parkinson e, aliás, pareceu aumentar o risco da doença a longo do tempo.
 

De acordo com um dos autores do estudo, Xuemei Huang, estes resultados vão contra a hipótese de as estaninas protegerem contra a doença de Parkinson. Para o investigador, a toma de estatinas pode ser um marcador dos indivíduos com níveis de colesterol elevados, que por si só pode estar associado a um menor risco de doença de Parkinson. Isto poderia explicar por que motivo alguns estudos encontraram uma associação entre o uso destes medicamentos e baixa incidência de doença de Parkinson.
 

Na opinião do investigador, até serem realizados mais estudos de modo a clarificar as associações entre a doença de Parkinson, níveis de colesterol e estatinas, os médicos e os investigadores deveriam ter algum cuidado com a promoção dos benefícios das estatinas no âmbito da doença de Parkinson.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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