Estatinas aumentam risco de diabetes nas mulheres idosas

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

12 janeiro 2012
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A toma de estatinas pelas mulheres idosas aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes, de acordo com um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

Contudo, os investigadores salientam que estes resultados não são uma razão para alterar as atuais diretrizes para a utilização de fármacos nas pessoas que têm ou não diabetes. As estatinas são muitas vezes prescritas para baixar os níveis de colesterol no sangue, ajudando desta forma a evitar o aparecimento doenças cardíacas ou a sua progressão. Por outro lado, a diabetes é considerada um fator de risco cardiovascular.

 

Para este estudo, os investigadores da University of Massachusetts Medical School, nos EUA, contaram com a participação de 153.840 mulheres que tinham uma média de 63,2 anos e que não sofriam de diabetes. Em 1993, no início do estudo, 7,04% das participantes revelaram estar a tomar estatinas.

 

Os investigadores verificaram que, em 2005, 10.200 mulheres tinham desenvolvido diabetes tipo 2 e que a toma de estatinas estava associada ao maior risco destas mulheres desenvolverem esta doença. Os investigadores verificaram que, em comparação com as participantes que não tomavam estatinas, as que tomavam tinham um risco de cerca de 1,5 vezes maior de desenvolver diabetes. Este risco foi associado a qualquer tipo de estatinas utilizadas e permaneceu mesmo após os investigadores terem tido em consideração algumas potenciais variáveis como, a idade, excesso de peso e história familiar.

 

Para já os investigadores ainda não conseguem explicar esta associação. “É uma área que ainda está sob análise”, revelou a primeira autora do estudo, Annie Culver. “As estatinas podem afetar o modo como o organismo gere a resposta à insulina e glicose”, acrescentou a investigadora.

 

De acordo com os investigadores é necessário prestar mais atenção às medidas que podem diminuir o risco da diabetes ou as que podem ajudar a gerir esta doença, no caso de esta já se ter desenvolvido. Manter um peso corporal saudável, adotar uma dieta saudável e praticar exercício físico com regularidade são medidas que podem ajudar.

 

Se uma mulher idosa necessitar de tomar estatinas para reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, este estudo não deve dissuadi-la pois estes resultados são observacionais, refere Spyros Mezitisum, um endocrinologista do Lenox Hill Hospital, em Nova Iorque, EUA.

 

Contudo, Spyros Mezitisum acrescenta que o médicos deveriam tentar manter as doses de estatinas o mais baixas possíveis. E as mulheres com ou sem diabetes que estão a tomar estatinas deveriam monitorizar regularmente os seus níveis de colesterol e de glucose.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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