Estatinas ajudam a diminuir o risco de cancro do esófago

Estudo apresentado no congresso anual do American College of Gastroenterology

26 outubro 2012
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As estatinas podem ajudar a diminuir o risco de cancro do esófago, sugere um estudo de revisão apresentado no congresso anual do American College of Gastroenterology.
 

O número de indivíduos diagnosticados com cancro do esófago tem vindo a aumentar todos os anos nos EUA, especialmente o adenocarcinoma do esófago nos pacientes com esófago de Barrett, uma condição pré maligna associada com o refluxo ácido crónico.
 

A comunidade científica tem focado a sua atenção em fármacos que poderão ter efeitos protetores contra o cancro e que não foram desenhados com esse objetivo. Na verdade, foi constatado que a aspirina protegia contra o cancro, incluindo o do esófago. Contudo, um estudo publicado no início deste ano sugeriu que afinal o efeito não era assim tão forte como anteriormente pensado.
 

Neste estudo os investigadores, liderados por Siddharth Singh, propuseram-se a realizar uma análise sistemática de 11 estudos, os quais incluíram um total de quase um milhão de pacientes, dos quais 8.613 tinham cancro do esófago.
 

Este novo estudo apurou que a toma de estatinas diminuía o risco de desenvolvimento de cancro do esófago em 30%. Uma análise mais cuidada dos sete melhores estudos continuou a encontrar um efeito significativo.
 

Os investigadores também analisaram um subgrupo de pacientes com esófago de Barrett e constataram que a toma de estatinas estava associada com uma redução de cerca de 41% do risco de desenvolver adenocarcinoma do esófago.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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