Estatina acelera cicatrização de feridas dos diabéticos

Estudo publicado no “The American Journal of Pathology”

04 dezembro 2012
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A utilização da estatina sinvastina pode ajudar a acelerar a cicatrização de feridas dos diabéticos, sugere um estudo publicado no “The American Journal of Pathology”.
 

A demora da cicatrização das feridas é uma das principais complicações da diabetes, pois as alterações nos tecidos e células impedem o processo de cicatrização, o que pode resultar no aparecimento da úlcera do pé diabético.
 

“Temos conhecimento de vários fatores envolvidos nas feridas dos diabéticos, que incluem rápida apoptose ou morte celular e angiogénese (crescimento de novos vasos sanguíneos) reduzida. Recentemente a formação de vasos linfáticos, linfagiogénese, tem também sido apontada com um dos principais fatores”, explicou o líder do estudo, Jun Asai
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que para além dos seus efeitos na diminuição dos níveis do colesterol, as estatinas poderiam estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos caso fossem utilizadas sistemicamente.
 

Neste estudo os investigadores da University School of Medicine, no Japão decidiram investigar se a aplicação tópica da sinvastina poderia promover a angiogénese e linfagiogénese na cicatrização de feridas em ratinhos diabéticos. A sinvastina foi aplicada às feridas dos animais aos dias um, quatro, sete e dez.
 

Após duas semanas de tratamento, as feridas dos ratinhos tratados com sinvastina estavam mais de 90% curadas, enquanto as dos ratinhos controlo estavam menos de 80% curadas. Ao sétimo dia de tratamento foi verificado que as feridas tratadas com sinvastina tinham fechado 79.26% e as do grupo controlo 52.45%.
 

“O estudo mostra que a aplicação tópica da sinvastina acelera a recuperação da ferida, aumentando tanto a angiogénese e linfagiogénese. Esta é uma estratégia simples que pode ter um potencial terapêutico significativo no aumento da cicatrização de feridas em pacientes com problemas de microcirculação, como é o caso da diabetes”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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