Estar numa relação ou sozinho pode afetar a forma como tratamos os outros

Estudo publicado na revista “Psychological Science”

14 fevereiro 2013
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Com a chegada do dia de São Valentim, muitos casais desejam que os seus amigos que estão sozinhos consigam a mesma harmonia de vida em casal. No entanto, quem está sozinho parece ter pena dos amigos que vivem juntos por terem perdido a sua liberdade, é a conclusão de um estudo conduzido pela Graduate School of Business da Stanford University, EUA, e pela University of Waterloo, no Canadá.
 

O estudo conduzido pelos investigadores Kristin Laurin (da Stanford University) e David Kille e Richard Eibach (da University of Waterloo) indica que as pessoas consideram que o seu estilo de vida, quer estejam num relacionamento ou sozinhas, constitui o melhor para todos, especialmente se pensarem que o mesmo não irá mudar. Adicionalmente, tudo indica que esta tendência poderá também influenciar a forma como tratamos os outros, mesmo em situações em que o facto de se ter um relacionamento ou não é irrelevante.
 

O facto de nos encontrarmos num estado de estabilidade dentro de dado um sistema social pode levar-nos a racionalizarmos esse mesmo sistema. Foi nessa perspetiva que os investigadores responsáveis por este estudo decidiram determinar se este comportamento se refletia na existência ou não de um relacionamento na nossa vida.
 

Os investigadores sustentam que as pessoas poderão idealizar o seu estado para poderem melhor lidar com os aspetos menos satisfatórios do mesmo, principalmente se acreditarem que o mesmo não irá mudar.
 

Num primeiro estudo, a equipa descobriu que quanto mais estável os participantes do estudo consideravam ser o seu estado (encontrarem-se ou não num relacionamento) mais idealizavam esse mesmo estado como um modelo a seguir por outras pessoas. Isto verificava-se se os participantes estivessem felizes ou infelizes com o seu estado.
 

Num segundo estudo, conduzido no Dia de São Valentim, pedia-se aos participantes que imaginassem uma noite de São Valentim para uma pessoa do mesmo sexo. Os participantes imaginavam que a pessoa imaginária teria um dia de São Valentim mais feliz se se encontrasse no mesmo estado de relacionamento que os mesmos. No entanto, se essa pessoa imaginária tivesse um estado de relacionamento diferente do dos participantes, as opiniões eram menos favoráveis.
 

A equipa procurou depois determinar se esta tendência se refletia no nosso comportamento para com os outros. Os participantes julgaram candidatos de emprego com o mesmo estado de forma mais favorável, embora isso não afetasse a decisão dos mesmos quanto a escolhas. No entanto, numa situação semelhante com candidatos políticos, a escolha dos participantes tendia para aqueles que tinham o mesmo estado de relacionamento, assim que tinham informação sobre a “cor” política dos mesmos, que lhes fornecia uma desculpa para exprimirem essa tendência.
 

De forma geral, os resultados dos estudos efetuados demonstraram que a perceção de estabilidade influencia tanto os participantes sozinhos como os que possuem um relacionamento a tratarem quem se encontra no mesmo estado de uma forma mais favorável.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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