Estado também premeia médicos em função da prescrição

Alegações finais do julgamento que decorre na Figueira da Foz

16 abril 2002
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Isabel Costa Almeida, advogada de seis dos dez funcionários de laboratórios farmacêuticos que estão a ser julgados no Tribunal da Figueira da Foz - acusados de oferecerem contrapartidas a quatro médicos para que estes receitassem os medicamentos que comercializavam - defendeu ontem que as empresas privadas não podem ser penalizadas por práticas partilhadas pela administração pública. E concretizou que o Despacho n.º 7145/2002, de 18 de Abril, assinado pelo anterior secretário de Estado da Saúde, determina que metade do valor do dinheiro poupado pelos hospitais e centros de saúde públicos através da prescrição de genéricos deve ser convertido em "incentivos funcionais aos médicos prescritores".
 

 

Tais incentivos podem assumir a "forma de pagamento de encargos com visitas de estudo ou trabalho, participação em congressos de interesse científico comprovado, computadores de uso pessoal e assinaturas de revistas científicas".
 

 

Abriram-se alguns sorrisos na sala de audiências, a registarem a coincidência entre estas recompensas e as peitas que, segundo o Ministério Público (MP), terão sido oferecidas pelos laboratórios aos quatro médicos do centro de saúde local também arguidos neste caso.
 

 

Ver mais no Público.

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