Estado só comparticipa 10% das pílulas vendidas

Dados da Associação para o Planeamento da Família

27 setembro 2011
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O Estado comparticipa apenas cerca de 10% do valor das pílulas vendidas por ano em Portugal, pagando 5,6 milhões de euros quando ao todo se gastam 55 milhões a comprar este método contraceptivo nas farmácias.

 

Números fornecidos pela Associação para o Planeamento da Família (APF) à agência Lusa indicam que são vendidas nas farmácias portuguesas 55 milhões de euros de pílulas. Destas, só nove milhões correspondem a pílulas comparticipadas e o Estado contribui com 5,6 milhões de euros. "A grande maioria das pílulas vendidas não é comparticipada", resume Duarte Vilar, director executivo da APF, em declarações à Lusa.

 

Também Luís Graça, ginecologista-obstetra e presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia, refere que "as pílulas mais modernas não são comparticipadas". "A esmagadora maioria das pílulas que é prescrita fora dos serviços públicos não tem comparticipação", adianta à Lusa o especialista.

 

A questão da comparticipação da pílula contraceptiva esteve recentemente em discussão a propósito de notícias que davam conta que o Ministério estaria a ponderar retirar a comparticipação a este medicamento, mantendo a sua distribuição gratuita nos centros de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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