Estado nutricional dos idosos

Estudo da Universidade do Porto

15 março 2016
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O estado nutricional dos idosos está a ser alvo de um estudo por parte dos investigadores da Universidade do Porto (UPorto) com o intuito de capacitar os profissionais de saúde e os cuidadores para uma maior vigilância e uma diminuição da desnutrição nesta faixa etária.
 
O Pronutrisenior, “que está a ser desenvolvido em parceria com a Unidade de Saúde Familiar (USF) Nova Via, do concelho de Vila Nova de Gaia, é uma abordagem holística que abrange as diversas áreas da vida dos idosos, no seu meio ambiente", referiu à agência Lusa, Maria Daniel Vaz de Almeida, da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da UPorto (FCNAUP.
 
O estudo, iniciado em maio de 2015, tem como objetivo "identificar as principais barreiras e problemas associados à alimentação e nutrição das pessoas com 65 e mais anos para que estas se mantenham autónomas", referiu a coordenadora do projeto.
 
Os investigadores estão realizar uma avaliação da comunidade, através de entrevistas individuais, em que os idosos são questionados sobre os aspetos gerais da vida, da saúde, da atividade física e dos hábitos alimentares, incluindo aspetos culturais e sociais da alimentação, bem como aquisição e preparação de alimentos e refeições.
 
O estado nutricional e a composição corporal da população idosa também estão a ser avaliados. Os investigadores pretendem obter a informação necessária para integrar nos materiais educativos que servem de apoio aos programas de formação dos profissionais de saúde e outros indivíduos que trabalham na comunidade na área da gerontologia.
 
Numa primeira fase do estudo, os investigadores fizeram um levantamento dos estabelecimentos de alimentação que possam participar no abastecimento alimentar dos idosos, como é o caso dos supermercados, mercearias, pomares, cafés, restaurantes, entre outros.
 
"Procuramos identificar qual a sensibilidade dos fornecedores para prestar este tipo de serviço", disse Maria Daniel Almeida. O objetivo é reconhecer os estabelecimentos que tenham uma atitude amigável com a população idosa, atribuindo-lhes, por exemplo, um selo ou um certificado.
 
Outro dos propósitos é a formação dos profissionais de saúde, das pessoas envolvidas na entrega de refeições ou no apoio domiciliário aos idosos, e da própria população idosa, esclareceu um outro autor do estudo, Rui Poínhos.
 
A determinação do ambiente geofísico que envolve a população idosa, através da georreferenciação das habitações, da exposição ao sol, da inclinação das ruas e da iluminação, é outra das componentes do estudo.
 
Os investigadores pretendem ainda criar vídeos que possam ser transmitidos em salas de espera dos centros de saúde ou em canais televisivos, para que as informações nutricionais cheguem ao maior número possível de idosos, nomeadamente com "baixa alfabetização e com problemas de visão", acrescentou a coordenadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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