Estado gastou menos dinheiro com medicamentos nos hospitais em 2014

Relatório do Infarmed

14 maio 2015
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O Estado gastou menos dinheiro com medicamentos nos hospitais públicos em 2014, apesar de o consumo ter aumentado 0,4%, revela uma notícia da agência Lusa baseada num relatório divulgado pelo Infarmed.
 
De acordo com o documento intitulado “Consumo de Medicamentos em Meio Hospitalar”, a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos administrados em hospitais públicos foi de 959 milhões de euros no ano passado. 
 
Este valor representa uma redução de 1,6% em relação a 2013, apesar de o consumo ter aumentado 0,4%, totalizando 233 milhões de unidades consumidas.
 
Segundo o relatório, ao qual a Lusa teve acesso, as áreas hospitalares com maior peso no total da despesa com medicamentos (77%) foram a consulta externa, o hospital de dia e a cirurgia de ambulatório.
 
Em termos de medicamentos com maior peso na despesa destacam-se os imunomoduladores (251 milhões de euros), os antivíricos (218 milhões de euros) e os citotóxicos (101 milhões de euros).
 
Das 46 unidades do SNS, 15 representam aproximadamente 80% da despesa com medicamentos, sendo o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (128 milhões de euros), o Centro Hospitalar de Lisboa Central (100 milhões de euros) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (98 milhões de euros) as instituições mais gastadoras.
 
Ainda assim, estas instituições fazem parte das oito, dentro dos 15 hospitais mais gastadores, que mais baixaram a sua despesa com medicação: Centro Hospitalar de Lisboa Norte (-6,4%), Centro Hospitalar de Lisboa Central (-6,4%) e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (-1,7%).
 
Relativamente aos medicamentos abrangidos por regimes especiais de comparticipação de cedência em farmácia hospitalar, a despesa foi de 340 milhões de euros (-3,8% face a 2013).
 
Nesta rúbrica, “os medicamentos para a infeção por VIH/Sida e os medicamentos para a artrite reumatoide assumem especial preponderância com um peso de 85% na despesa com este grupo de medicamentos”, refere o relatório.
 
O tratamento do VIH/Sida totalizou uma despesa de 204 milhões de euros e com a hepatite C foram gastos, nestes regimes, oito milhões de euros.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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