Esquizofrenia continua a ser uma palavra maldita

Doença afecta um por cento da população mundial

29 setembro 2002
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Há cem mil portugueses que sofrem de esquizofrenia, de acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde. "Mas continua a existir uma grande falta de informação em relação à doença e enormes carências no que respeita ao apoio dos doentes em Portugal", considerou o médico psiquiatra Pedro Afonso, presente no debate realizado na quinta-feira à noite, na livraria Ler Devagar, no Bairro Alto, Lisboa.
 

 

Organizado pelo Hospital Júlio de Matos, pela Associação Comunitária de Saúde Mental e Revista de Saúde Mental, este encontro teve como objectivo discutir temas como os estigmas ligados à esquizofrenia, os progressos realizados no campo da sua investigação e tratamento e a sua relação com a toxicodependência. O debate contou com a presença de médicos, doentes e familiares de doentes que prestaram o testemunho das suas experiências.
 

 

Considerada uma das mais importantes e graves doenças mentais, a esquizofrenia afecta uma em cada cem pessoas em todo o mundo.
 

 

Em Portugal, continuam a faltar os meios para apoiar devidamente as pessoas que sofrem de esquizofrenia, segundo o psiquiatra Pedro Afonso, autor do livro "Esquizofrenia" (edição da Climepsi) recentemente publicado. "Além do elevado número de doentes que não estão diagnosticados, não existem estruturas de apoio nem nos hospitais nem na comunidade", denuncia. Refere, em particular, a falta de residências terapêuticas para acolher doentes esquizofrénicos e de empregos protegidos que facilitem a sua reinserção social.
 

 

Os estudos sobre a esquizofrenia indicam que esta doença está identificada em todo o mundo, atinge todas as raças e classes sociais e distribui-se de forma igual entre os dois sexos. Manifesta-se habitualmente na parte final da adolescência ou no início da vida adulta, surgindo nos indivíduos do sexo masculino entre os 15 e 25 anos, enquanto nas mulheres ocorre mais tarde, entre os 25 e os 30 anos.
 

 

Leia tudo no: Público
 

 

 

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