Esquecida depois de dar o nó

Ataque de amnésia do noivo deixa recém casada «pendurada»

17 junho 2002
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Se a tradição diz que quem espera no altar é o noivo, desta vez a história foi bem diferente. Tudo aconteceu no início do mês no aeroporto da cidade norte-americana de Houston, Texas, onde um casal esperava a hora de embarque para a lua-de-mel que seria passada em Itália. Só que o noivo foi atingido por um ataque súbito de amnésia e perdeu toda a memória do casamento.
 

 

O noivo, Sean McNulty, de 30 anos, foi encontrado pela polícia em frente a um hotel, perto do aeroporto, três dias depois da data marcada para iniciar a lua-de-mel e cinco dias depois do casamento.
 

 

McNulty disse às autoridades que não conseguia lembrar-se de seu nome nem dos locais por onde passou nos últimos dias. Confrontado com uma fotografia da noiva, McNulty afirmou não ter nenhuma ideia de quem seria a mulher.
 

 

A equipa médica que examinou o noivo disse que ele sofria de amnésia, provavelmente causada por uma pancada na cabeça. Questionado sobre o hematoma, o noivo respondeu que não sabia como ficou ferido.
 

McNulty foi transferido para um hospital em Austin, a cidade onde havia decidido fixar residência com a noiva.
 

 

O que é a amnésia
 

 

Em termos médicos, a amnésia consiste na perda da capacidade de conservar ou recuperar informações conservadas na memória. Em geral, a amnésia é causada por lesões ou doença das regiões do cérebro relacionadas com as funções de memória.
 

 

Causas possíveis de tais lesões incluem, por exemplo, traumatismos cranianos (incluindo contusão), doenças degenerativas, como a doença de Alzheimer e outras formas de demência, infecções, como encefalite, a deficiência de tiamina nos alcoólicos, tumores cerebrais, acidente vascular cerebral e hemorragias subaracnoideia. Também pode ocorrer amnésia em certas formas de doença psiquiátrica, nas quais não existem lesões físicas aparente.
 

 

Em muitos tipos de amnésia, o paciente sofre de lacuna na memória que recua até um dado momento contado a partir da altura em que ocorreu a lesão cerebral. Esta é a chamada amnésia retrogada e consiste principalmente na incapacidade de recordação. Com o tempo, a lacuna da memória acaba normalmente por se reduzir.
 

 

Além disso, ou em alternativa, o paciente pode não ser capaz de reter novas informações no período posterior à lesão cerebral. Esta lacuna, chamada amnésia anterrógada e estende-se desde o momento de instalação da amnésia até ao recomeço da memória de longo prazo, caso aconteça, dado que esta lacuna de memória é normalmente permanente.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Informações adicionais: Enciclopédia de Medicina das Selecções do Reader’s Digest
 

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