Esplenectomia aumenta risco de infecção geral e pneumonia

Estudo apresentado no European Hematology Association

29 junho 2008
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Os pacientes submetidos a esplenectomia (cirurgia de remoção do baço) correm mais riscos de serem hospitalizados devido a infecção, principalmente bacteriana, quando comparados com a população em geral, segundo estudo apresentado este mês no European Hematology Association.
 

 

No período de estudo, compreendido entre 1996 e 2005, foram analisados dados de todas as intervenções cirúrgicas de remoção de baço realizadas na Dinamarca (3812 pessoas) e dados da população geral (38120 indivíduos).
 

 

Os especialistas verificaram que os pacientes submetidos a esplenectomia eram mais susceptíveis a serem internados devido a infecção. No período avaliado, 21,9% apresentaram infecção, contra apenas 10,8% da população geral. A taxa de infecção foi maior nos primeiros 90 dias após o procedimento cirúrgico, quando 6,7% foram hospitalizados.
 

 

Um padrão semelhante foi observado na taxa de pneumonia, com 12,3% dos esplenectomizados a apresentarem a doença, contra apenas 6,5% da restante população comparativa. Em relação a outras infecções bacterianas, a diferença foi ainda maior: 13,1%, contra 1,2%, respectivamente.
 

 

Os resultados indicaram que o risco relativo permaneceu quatro vezes mais elevado para esses pacientes no período entre três meses e um ano após a cirurgia, e duas vezes maior após um ano, em relação à população geral. E quando foi avaliado apenas infecções bacterianas, esse risco era ainda maior para os esplenectomizados: 117 vezes maior nos primeiros 90 dias, oito vezes maior no primeiro ano e 3,8 vezes após um ano.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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