Esperança média de vida mundial aumentou seis anos

Estudo publicado na revista “The Lancet”

28 agosto 2015
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Nas últimas décadas a esperança média de vida global aumentou em mais de seis anos. O estudo publicado na revista “The Lancet” refere que, por outro lado, também aumentou o tempo em que as pessoas convivem com doenças e incapacidades.
 

Em 2013, a esperança de vida no mundo era de 71,5 anos para ambos os sexos, mais 6,2 anos do que em 1990. Contudo, a esperança de uma vida saudável, sem sofrer problemas de saúde graves, aumentou no mesmo período 5,4 anos (de 56,9 anos para 62,3 anos).
 

"O mundo fez grandes progressos no campo da saúde, mas agora o desafio passa por encontrar caminhos mais eficazes para prevenir ou tratar as principais causas de doenças ou incapacidades", referiu Theo Vos, professor do Instituto para a Avaliação e Medição da Saúde (IHME na sigla inglesa), nos Estados Unidos (EUA), citado pela agência de notícias espanhola (EFE).
 

De acordo com o estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, o avanço no número de anos que as pessoas podem viver em termos mundiais deve-se em grande medida à diminuição da mortalidade provocada por doenças como a sida e a malária na última década, bem como graças aos avanços no tratamento de desordens durante a gravidez, nos recém-nascidos e nas disfunções nutricionais.
 

Apesar do aumento da esperança média de vida ser uma realidade na maioria dos países do mundo, em nações como o Botsvana, no Belize e na Síria, o número de anos que os seus cidadãos vivem em média sem doenças graves permaneceu semelhante entre 1990 e 2013.
 

Em países como a África do Sul, o Paraguai e a Bielorússia, a esperança de vida saudável diminui nos 23 anos anteriores a 2013, ano a que se reportam os últimos dados do estudo divulgado pela revista médica publicada no Reino Unido.
 

Já na Nicarágua e no Camboja, as pessoas viviam em 2013 com boa saúde uma média de 14,7 e 13,9 anos mais do que em 1990. O Japão é o país do mundo que registou em 2013 uma maior expectativa de vida saudável: os homens vivem em média 71,1 anos saudáveis, enquanto nas mulheres a média é de 75,56 anos.
 

Nesta lista depois do país nipónico, surgem Singapura, Andorra, Islândia, Chipre, Israel, França, Itália, Coreia do Sul e Canadá.
 

No extremo oposto surge o Lesoto, onde os cidadãos vivem em média menos anos saudáveis: 40,06 anos os homens e 44,01 anos as mulheres.

 

Os países que completam o lote das nações com menor esperança de vida saudável são a Suazilândia, a República Centroafricana, a Guiné-Bissau, o Zimbabué, Moçambique, o Afeganistão, o Chade, o Sudão do Sul e a Zâmbia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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